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segunda-feira, maio 13, 2013

Fingir que não tem


Ando me perguntando, por que tenho me escondido tanto de mim mesma? Por que ao invés de assumir que sou assim, e pronto, vivo fingindo que esse é apenas um dia ruim, e talvez seja por isso que eu não fale muito. São tantos mistérios envolvidos, são tantas caixas fechadas, e eu sem vontade nenhuma de descobrir a surpresa que me espera do outro lado.

Parace que a gente as vezes se acomoda na marcha lenta, parece que se cansa de toda agitação, e a vontade de ficar mais 5 minutos na cama, se torna mais uma hora. Antes parecia um pouco mais fácil, não era? Antes parecia que a vida tinha mais cor, quem andou apagando cores do meu arco iris? Eu tento tanto mudar, mas nem sei direito o porquê de querer tanto.

O que eu preciso mesmo é desligar o modo automático, é aprender a trocar de marcha, e abrir a porta, mesmo com medo do que está do outro lado, a vida acontece enquanto você arrisca, enquanto você descobre tentando, enquanto você disfarça o pior dia da sua vida com um sorriso.

Acredite, eu tento não ter medo, e acho que todos nós deveríamos tentar juntos, acordar amanhã, vestir uma capa de super herói por baixo da roupa, e fingir que não temos medo de nada. Sem medo de arrependimentos, de gostar de quem não gosta da gente, de ir mal em uma prova decisiva, de perder seu melhor amigo, de levar bronca.

Olha pela janela, se encoraja comigo, as coisas acontecem devagar, mas acontecem.

domingo, janeiro 20, 2013

O vento me trouxe vontade

Não tenho mais medo, a chuva continua a cair cada vez mais forte no meu telhado, e está me fazendo aprender a olhar os medos de frente, porque quando se tem medo, se recua, muda o caminho, e perde-se muita coisa que foi deixado para traz na correria de sair da neblina.

Não quero fazer ninguém vir comigo, mas se perguntarem a minha opinião eu digo se quero ou não que fiquem. Me acostumei em não ter resposta para tudo, mas continuo olhando para coisas que ninguém nunca olha. Continuo com a ideia de que não preciso ser igual a todo mundo, ninguém deve ser exemplo de ninguém, nessas horas ninguém se coloca no singular.

Estou tentando viver por mim, parar de encher minha mente com coisas que não dependem mais de mim. E tô tentando por tudo para fora aqui, agora. Chega de tentar levar a sério, prefiro morrer de tanto dar risada, do que ficar com rugas de expressão negativas.

Eu quero abrir mão de todo passado que até hoje engoli apenas para tentar não me perder, que eu me perca então, para me encontrar no que faça parte da minha vida agora. Chega de falar tanto "se", quero logo saber se é sim ou se é não. Não vou mais dar o braço a torcer para mim mesma, vou ir, seguir para onde o sol brilha com mais intensidade, passar algumas horas por lá, e se eu me encontrar por lá, é lá mesmo que eu fico.

segunda-feira, dezembro 31, 2012

13

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"Eu que era tão acostumada a ter o controle da situação, hoje tenho que andar com muletas. Não saber o que vai acontecer, é torturador, ter medo novamente de algo vir e quase me tirar tudo de novo. Essa agonia, de perder tudo e ao mesmo tempo não perder. Esse soco na boca do estomago de ter que sofrer só comigo mesma.
Quem diria que eu abaixaria a cabeça logo agora, que eu voltasse a me sentir como aquela garota de 13 anos, completamente indefesa e com medo do que o amanhã pode me trazer.

Não pense que é orgulho, que eu não quero ser ajudada, ter alguém do seu lado cuidando de você, caminhando contigo, pronto para se caso seu passo falhar te segurar, é de um tamanho amor sem igual. Alguém que esteja sempre contigo, até você sentir que está pronto novamente, é uma benção. O problema é que se me mostro tão frágil assim, as pessoas que eu mais amo são contaminadas com isso, sem culpa nenhuma, já não basta a dor, e o desespero que sinto, não quero transmitir essas coisas as pessoas que eu amo.

Voltando a lembrar de quando eu tinha 13 anos, morria de medo do tamanho do mundo, era pequena demais para entender que as coisas melhorariam, que o medo uma hora passaria, e me transformaria. É uma pena não poder me encontrar no passado apenas para me abraçar - era isso que eu mais precisava.

Talvez seja assim que me sinto hoje, completamente indefesa, abismada com o tamanho do mundo, sem experiência nenhuma em por expectativa nas pessoas, sem compreender que se um amigo teu te machuca não quer dizer que ele não te ame e nunca vai ser resolvido isso. Me sinto com 13 anos, querendo dormir pelo resto da tarde, brigando com o mundo e guardando os meus sonhos para uma boa oportunidade."

Estava perdido em mais um bloco de notas...