Mostrando postagens com marcador medo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador medo. Mostrar todas as postagens

domingo, junho 30, 2013

Tentando ir

Tumblr | via Tumblr 
 
Inspirada pela frase do Pedro Bial: "Vá em frente, se der medo, vá com medo." é que hoje eu finalmente escrevo. Tenho passado por uma fase muito ingrata, milhões de sentimentos aqui dentro, mas a tela sempre vazia, nem tenho coragem de abrir mais o meu diário, é como se todas as palavras tivessem presas aqui comigo.

As coisas andam difíceis já faz algum tempo, tenho repetido todos os dias para mim mesma que é apenas uma fase ruim, mas, até quando vai essa fase? Depois de meses, já parece algo permanente. As vezes sinto falta de pessoas que eu sei que jamais voltaram ser as mesmas comigo, mas depois, eu começo a sentir falta de mim, como se eu mesma já não fosse tão eu. Todas as vezes que sinto-me nessa bolha inatingível, me dou conta que prefiro mil vezes que as pessoas mexam comigo, que as pessoas briguem comigo, que as pessoas precisem de mim, pode ser uma palavra, uma duvida, algo pequeno que seja, até quando eu vou precisar correr atrás das pessoas para tê-las na minha vida?

Talvez o que eu precise é virar uma noite com as minhas amigas, ou de alguém que me mande mensagem o dia todo falando sobre qualquer coisa, talvez eu precise assistir um filme triste e chorar sem culpa nenhuma. As vezes parece que eu sou uma pessoa chata, e talvez seja, se não todos aqueles que falaram que não iriam embora teriam ficado.

Apenas estou tentando seguir com todo o meu medo, com todos os sonhos antigos, e com milhões de coisas que me deixaram saudade.

segunda-feira, junho 10, 2013

Parar um pouco...

My Life as a Carousel
Um carrossel, carrinhos de bate e bate, árvores que ao invés de folhas tinham luzes rosas - algo que eu apenas imaginava quando era criança - músicas misturadas, barulho dos meus jogos favoritos, carrinhos enormes que eu nunca podia entrar porque eram muito grandes, brinquedos que eu não alcançava - saudade de quando meu maior problema era esse.

Por um momento senti vontade de ficar lá até todo o barulho lá fora virar silêncio, podia ficar sem brincar, só precisava ficar um pouco sentada olhando aquelas crianças correndo por todos os cantos. Queria ter tempo para isso, para observar as coisas a minha volta, observar mais os meus amigos - as vezes tenho a sensação que não estou sendo boa o suficiente pra eles - observar e enxergar uma saída para os dramas da minha casa. Mas, como conseguiria observar tudo isso, se ultimamente não tenho tido coragem de me observar?

Sim, tem me faltado coragem. E se eu parar, e ver coisas que antes não estavam aqui? E se eu descobrir que todos os problemas das pessoas que eu amo podem ser resolvidos por mim, e acabei ficando de braços cruzados? E se eu parar e perceber que eu me tornei quem eu jurava que nunca seria?


"Moça, não posso ficar dando algumas voltas no carrossel?"
"Posso dirigir um pouco sozinha o carrinho de bate e bate?"
"Já que não, posso então dirigir pra direção que meu coração quer ir?"